quarta-feira, 19 de agosto de 2009


MP vai rastrear dinheiro de Macedo no exterior
A CASA CAIU, E AGORA??
A promotoria concluiu que empresas de comunicação estão entre as que receberam ilegalmente dinheiro de doações de fiéis da Igreja Universal que deveriam ter sido usadas em obras de caridade.
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O Ministério Público de São Paulo vai pedir ajuda internacional para rastrear movimentações financeiras na investigação de lavagem de dinheiro contra Edir Macedo e mais nove pessoas. A promotoria concluiu que empresas de comunicação estão entre as que receberam ilegalmente dinheiro de doações de fiéis da Igreja Universal que deveriam ter sido usadas em obras de caridade. O Jornal Estado de São Paulo teve acesso a documentos que fazem parte da investigação feita contra o fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, e outras pessoas ligadas a ele e à igreja. As informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf, revelam que o dinheiro dos fiéis, arrecadado para a manutenção da igreja e obras sociais, era desviado para a compra de empresas de comunicação. O relatório faz parte da investigação de dois anos do Ministério Publico de São Paulo, que culminou na denúncia contra Edir Macedo e nove pessoas ligadas, por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo a promotoria, em vez de aplicar o dinheiro dos fiéis em obras de assistência ou na manutenção dos templos, Edir Macedo e os outros acusados usaram os recursos em benefício próprio.
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Todos agora são réus no processo que apura desvio de dinheiro de fiéis para a compra de bens e empresas em nome de particulares próximos a Edir Macedo, inclusive emissoras de TV e de rádio. A reportagem afirma: "oito empresas de comunicação, entre elas a rádio e televisão Record estão entre as dez principais beneficiárias de transferências eletrônicas ou depósitos bancários que saíram da Igreja Universal do Reino de Deus”. Outras beneficiárias: Edminas, Rede Mulher de Televisão, Editora Gráfica Universal, e Rede Família de Comunicação, todas ligadas ao grupo. Ainda de acordo com o jornal, dos R$ 8 bilhões que passaram pela igreja e por empresas ligadas a ela em sete anos, R$ 300 milhões foram movimentados em cinco países: México, Venezuela, Estados Unidos, África do Sul e Chile. Durante a fase de inquérito, a maior parte dos acusados foi intimada e se apresentou na delegacia. Mas, por orientação do advogado, eles disseram que falariam apenas diante do juiz. Segundo a polícia, Edir Macedo não compareceu. A intimação dele foi entregue à defesa, já que o bispo mora nos Estados Unidos. Segundo a promotoria, a investigação vai prosseguir agora, com um novo pedido de ajuda internacional para localizar valores que possam ter sido movimentados ilegalmente no exterior.

Uma funcionária do advogado Arthur Lavigne, que representa os réus, disse que ele passou o dia muito ocupado e não teve tempo de ver as denúncias publicadas no jornal Estado de São Paulo

Bispo Edir Macedo é indiciado por lavagem de dinheiro
Segundo a denúncia da promotoria, Edir Macedo e os outros acusados desviaram dinheiro de doações de fiéis e se aproveitaram da isenção de impostos oferecida a igrejas de qualquer culto.
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O juiz Glaucio de Araújo, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, abriu ação criminal contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, e mais nove pessoas ligadas a ele, por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo a denúncia da promotoria, Edir Macedo e os outros acusados desviaram dinheiro de doações de fiéis e se aproveitaram da isenção de impostos oferecida a igrejas de qualquer culto, determinada pela Constituição. Depois de dois anos de investigação, o Ministério Público e a Justiça entenderam que houve desvio de finalidade: em vez de aplicar o dinheiro em obras de caridade e na manutenção de templos, como as igrejas fazem, os recursos das doações foram empregados na compra de empresas e visavam ao lucro por parte de Edir Macedo. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, e mais nove pessoas, são acusados de se apropriar ilegalmente de dízimos e de ofertas de fiéis. E de usar o dinheiro das doações para construir um patrimônio pessoal. Diz a denúncia: “a atuação da quadrilha não conheceu limites. Seus integrantes se utilizaram da Igreja Universal do Reino de Deus para a prática de fraudes em detrimento da própria igreja e de inúmeros fiéis”. A acusação mostrou o exemplo de gente que se sentiu enganada e recorreu à Justiça para ter o dinheiro de volta. Como Gilmosa dos Santos, que viu a filha vender utensílios domésticos e até a cama onde dormia para dar dinheiro à igreja, diante da promessa de recompensa em dobro. Maria Moreira de Pinho, que entregou cerca de R$ 30 mil, em 10 anos, acreditando que o dinheiro seria empregado em obras de caridade, o que não aconteceu. Igrejas em geral, independentemente da religião, costumam desenvolver relevante trabalho social, e por isso, estão livres do pagamento de impostos. Mas, segundo a promotoria, ficou comprovado que, no caso da Universal, os denunciados se aproveitaram da imunidade tributária concedida pela constituição a templos de qualquer culto, para captar dízimos, ofertas e contribuições e fizeram investimentos em bens particulares. Com base em informações de órgãos federais, os promotores afirmam que a Igreja Universal do Reino de Deus arrecada aproximadamente R$ 1,4 bilhão por ano. Em sete anos, entre 2001 e 2008, a igreja conseguiu cerca de R$ 8 bilhões.
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Parte desse dinheiro, segundo a promotoria, foi para duas empresas de fachada, a Cremo e a Unimetro Empreendimentos, que tem sede em um prédio em São Paulo. Elas estão registradas como empresas de compra e venda de imóveis e, de acordo com a investigação, foram usadas pelos denunciados para esconder a verdadeira origem dos recursos. Os promotores descreveram assim a lavagem do dinheiro. Em vez de aplicar os recursos em obras sociais, o dinheiro, isento de impostos, era desviado para outra finalidade. As doações dos fiéis eram repassadas para a Unimetro e para a Cremo que, por sua vez, mandavam para duas empresas fora do Brasil, a Investholding e a Cableinvest. Elas têm sede em paraísos fiscais e, segundo a denúncia, também são controladas pelo grupo acusado. O dinheiro voltava ao Brasil na forma de empréstimos a pessoas físicas, ligadas a Edir Macedo. E era então aplicado na compra de aeronaves, imóveis e empresas de comunicação, como emissoras da rede Record. Foi com empréstimos da Investholding e da Cableinvest que, de acordo com os promotores, membros da igreja compraram a TV Record do Rio de Janeiro por US$ 20 milhões, em 1992. A promotoria apurou ainda que o mesmo esquema de desvio, lavagem e laranjas foi usado em outros negócios, como a compra de um avião. E, segundo o Ministério Público, o esquema também foi empregado para dissumular a origem do dinheiro na aquisição da TV Record de Itajaí. Um dos acionistas da televisão declarou aos promotores que a compra foi feita com dinheiro de fiéis. E são muitos. Segundo a denúncia, 32 anos depois da fundação, a igreja está presente em 172 países. Tem mais de 4 mil templos no Brasil e 8 milhões de fiéis que seguem quase 10 mil pastores. Levantamento da Folha de São Paulo, publicado em dezembro de 2007, mostra que a igreja construiu um império formado por rádios, emissoras de TV, jornais e gráficas. E, segundo a reportagem, algumas empresas são do próprio Edir Macedo. Na denúncia que trata do destino do dinheiro das doações, os promotores afirmam que a quadrilha era liderada pelo denunciado Edir Macedo, que comandava de fato todas as ações praticadas pela organização. Abaixo dele estão Honorilton Gonçalves, hoje vice-presidente da TV Record; João Batista Ramos da Silva, integrante da igreja e ex-deputado federal; Jerônimo Alves Ferreira, presidente do grupo Record no Rio Grande do Sul; Alba Maria da Costa, diretora de finanças da Rede Record. E outros diretores e ex-diretores de empresas ligadas ao Grupo Universal: Osvaldo Sciorilli, Edilson da Conceição Gonzáles, Veríssimo de Jesus, João Luis Dutra Leite, Mauricio Albuquerque e Silva. Todos, denunciados por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Na aceitação da denúncia, o juiz da 9ª Vara criminal de São Paulo, Glaucio de Araújo, diz que, pela investigação inicial, teria havido transferência ilegal de dinheiro arrecadado em cultos religiosos para negócios de interesse dos acusados. O juiz deu dez dias de prazo para a manifestação da defesa. E mandou indiciar os dez réus. Para o juiz, já existem indícios da participação de cada um deles nos crimes descritos pela promotoria. A denúncia, agora aceita pela Justiça, foi ilustrada com um trecho de um discurso de Edir Macedo, divulgado em 1995. No intervalo de uma partida de futebol, em Salvador, ele ensina pastores a se dirigir aos fiéis. - Você tem que chegar e se impor. Ô, pessoal, você vai ajudar agora na obra de Deus. Se você quiser ajudar, bem, se você não quiser ajudar, Deus vai me dar outra pessoa pra ajudar. Amém. Entendeu como é? Se quiser ajudar, bem, se não quiser, que se dane! É dá ou desce! Entendeu como é que é? Nunca pode ter vergonha ou timidez. Peça, peça, peça. Se tem um que não dê, vai ter um montão que vai dar. Ele cita um episódio bíblico para reforçar a mensagem. “Então, Moisés foi lá, com o cajado dele, com o mesmo cajado que ele tinha aberto as águas do Mar Vermelho, ele chegou e perguntou se pode sair água da rocha. Ele tocou na rocha e saiu água. Tem que perguntar quem quer ter o cajado de Moisés e dizer que você pode usar o seu cajado”, disse o bispo, rindo.
A primeira que comungou - Toca de Assis "A primeira que comungou foi a Virgem Maria A primeira que recebeu Jesus no coração A primeira que anunciou foi a Virgem Maria E gerou na fé o profeta que de Izabel nasceu Foi por ela que aconteceu a primeira adoração E quando os magos a encontraram Houve a primeira grande exposição Mãe capela do santíssimo sacrário do amor Expõe para nós teu filho Expõe para nós teu filho Mãe capela do santíssimo morada do senhor Expõe para nós teu filho Expõe para nós teu filho Primeiro ostensório do senhor" ________________♥__________________ Ao ouvir pela primeira vez com atenção esta música, eu sinceramente me apaixonei. Há pouco tempo que passei a me interessar mais por Maria, pela história dela. É tão lindo pensar nessa mulher abençoada que carregou Jesus Cristo, que em todo momento manteve e humildade, que esteve ao lado de Jesus em todos os momentos da vida dele na terra. Esta Maria mãe de Deus, que teve a graça de ser a primeira a anunciar Jesus Cristo, a recebe-lo e a tocá-lo. Á esta Mulher devemos sempre orar..através dela como diz na própria Biblia chegamos a Jesus Cristo seu filho. Uma mulher santa que através de Deus Pai e do Espírito Santo trouxe o Salvador para a humanidade...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rio de Janeiro vive experiência bem-sucedida do policiamento pacificador

A polícia expulsa traficantes de drogas, ocupa o morro e devolve aos moradores a esperança de uma vida em paz. É uma política de segurança que precisa ser de longo prazo.

A polícia expulsa traficantes de drogas, ocupa o morro e devolve aos moradores a esperança de uma vida em paz. Você vai conhecer a experiência bem-sucedida do Rio de Janeiro. Uma política de segurança que precisa ser de longo prazo.

Ao longo dos anos, o mundo assistiu a diferentes formas de enfrentar o tráfico e tudo o que vem com esse tipo de crime. Duros enfrentamentos com as forças de segurança, com mortes dos dois lados ou a liberação total da droga, numa tentativa de enfraquecer os cartéis.

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No Rio de Janeiro, onde a população fica frequentemente no meio do fogo cruzado entre polícia e traficantes, uma nova palavra de ordem está surgindo: o Policiamento Pacificador.

O Morro da Babilônia é uma das comunidades mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro que é vizinha à do Chapéu-Mangueira. É uma área nobre do Rio. São duas comunidades que ficam em um ponto privilegiado, bem em frente à Praia do Leme, na Zona Sul do Rio, uma área muito procurada por turistas.

É um bairro vizinho a Copacabana e uma área também muito habitada. Só nessas duas comunidades vivem sete mil pessoas que agora estão livres do tráfico de drogas. Os traficantes foram expulsos. Os dois morros estão ocupados pela polícia, e uma nova experiência de policiamento.

O repórter Vandrey Pereira esteve na área no fim de semana conversando com os moradores sobre esse novo modelo de atuaçãod a polícia.

Brincar na praça. a dona de casa Marluce de Mesquita conta que agora dá mais liberdade aos filhos. É uma nova fase, principalmente para Isa, de 4 meses.

“Subir e descer numa boa, ficar subindo com medo, descendo com medo, saindo de casa com medo. Que essa nova fase cresça junto com ela”, aposta Marluce.

Foi o primeiro fim de semana, desde a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora, nos morros da Babilônia e do Chapéu-Mangueira, no Leme, na Zona Sul do Rio. A base da PM é quarta deste tipo na cidade.

O programa já existe na favela Santa Marta, também na Zona Sul, e no Jardim Batam e na Cidade de Deus, ambas na Zona Oeste. Em todas elas, traficantes foram expulsos. Desde então, policiais atuam de forma permanente dentro das comunidades. O efetivo total é de 460 homens. A meta é chegar a quase quatro mil até o fim de 2010, ampliar o número de áreas ocupadas e mudar a relação entre policiais e moradores.

“Em um primeiro momento, a questão é ganhar a confiança da comunidade, com uma integração maior. Temos que ver quais são as demandas das famílias, a relação da policia com a comunidade e aproximar essa relação”, aponta o Capitão Felipe Magalhães, da Policial Militar.

As maiores mudanças serão percebidas ao longo do tempo. O futuro de crianças e jovens promete ser melhor. Sem se preocupar tanto com a violência, o olhar dos moradores se volta agora para a busca de oportunidades, já que as portas estão abertas de vez para os projetos sociais.

O Estado acaba de levar internet gratuita para as comunidades. Mas a presidente da Associação de Moradores, Maria Helena Rodrigues e Souza, mostra que até então, creche, posto de saúde e oficina de artes só existiam por iniciativa da própria comunidade.

“Espero muito que os realmente órgãos públicos subam mesmo. Não adianta só fazer a ocupação policial, a ocupação policial vindo com os projetos sociais”, ressalta a presidente da Associação de moradores do Chapéu-Mangueira.

Na maioria das vezes, são moradores organizados que conseguem buscar o que falta. É o caso de da ONG Comitê de Democratização da Informática, criada há sete anos.

“Isso é muito importante, para que esse suporte não fique só restrito ao policiamento dessas áreas, mas que contagie a comunidade e a sociedade como um todo. Essas parcerias é que vão garantir esse desenvolvimento positivo para essas comunidades, a médio e longo prazo”, explica o presidente do Comitê Democratização da Informática, Rodrigo Baggio.

Eu mudei quando já tinha 20 anos. E eles têm a oportunidade com a idade deles. Se com 4 anos, eles já começarem a ter outra perspectiva de vida”, afirma a moradora e coordenadora de ONG Nívea Mendes.